First: Cambridge Exam – FCE / (Dicas para a Parte 2 do Speaking)

O post de hoje foi feito especialmente para professores (que trabalham com Preparatório) e para alunos que farão o Exame FCE da Universidade de Cambridge (First: Cambridge Exam). Mas se você é aluno e sente dificuldade em descrever/contrastar figuras e imagens na hora daquele teste oral no final do semestre, ele pode ajudar também. 😉

Como professora, venho trabalhando com descrição de imagens e figuras há algum tempo. Geralmente fazemos isso antes de iniciar alguma atividade ou explicação como uma forma de engage the students – engajar os alunos. Em outras palavras, fazer com que eles foquem a atenção em algo mais específico naquela imagem que vai auxiliar na explicação do assunto que o professor irá abordar (seja este um ponto gramatical, vocabulário específico, uma prática auditiva, etc).

Imagens e figuras também são bastante utilizadas em sala como uma forma de warm-up, ou seja, como uma estratégia utilizada pelo professor para que o aluno utilize palavras ou estruturas estudadas anteriormente e reativadas em sua memória pela imagem (que contém o assunto já visto). Atua como uma revisão de conteúdo estudado e faz com que os alunos o utilizem, proporcionando ao professor uma rápida verificação de aprendizagem ou a sinalização de que outra explicação ainda se faz necessária. O warm-up faz também com que os alunos utilizem o idioma em sala. É ótimo pra ser feito no início da aula, quando eles geralmente entram em sala com o português “na ponta da língua” e uma certa “preguiça” de começar a falar em inglês parece atingir alguns alunos.

Os questionamentos são: como exatamente você, professor, gostaria que seu aluno falasse sobre determinada imagem? Qual o seu objetivo para a estar utilizando? Será que o seu objetivo está claro para o seu aluno?

Tais perguntas surgiram há aproximadamente 4 anos quando comecei a trabalhar com Preparatório para o Exame da Cambridge – FCE. Como outros exames internacionais, o FCE também apresenta (além de uma parte escrita), um teste oral (nosso foco aqui). 

FCE – Teste Oral

A “Speaking Part” do FCE é, na verdade, dividida em 4 partes. A primeira é geralmente conhecida como Interview (Entrevista), pois há perguntas de cunho pessoal (no geral, bastante simples) para que o examinador conheça um pouco sobre o candidato examinado. Mas nosso post tem como foco o uso de imagens, certo? Então, voltemos à elas que são de suma importância na segunda parte do exame.

FCE – Parte 2

O teste oral do FCE é realizado em pares e/ou um grupo de três. Caso o número de candidatos a serem avaliados seja ímpar (no total), um trio será formado. Porém, há toda uma organização e preparação para que essas divisões entre pares e grupo de três aconteçam. 

*Se você é candidato, não se preocupe, pois a Cambridge organiza tudo de forma extremamente profissional para que os exames sejam oferecidos aos alunos/candidatos de forma igualitária e para que ninguém se sinta ou fique “prejudicado”. Para a prova em trio, por exemplo, o examinador trabalha com um kit a mais (com as perguntas para o terceiro candidato) e, claro, o tempo de prova é aumentado. O que faz total sentido, já que haverá uma pessoa a mais falando e sendo avaliada. 😉

O que eu-candidato preciso fazer na Parte 2 do FCE?
Você (e seu par) receberão, um de cada vez, uma folha com duas imagens (geralmente uma na parte de cima e outra logo abaixo) e (importante!) uma pergunta que fica no início da página.

O examinador pedirá a cada candidato (individualmente) que compare/contraste suas duas figuras e responda à pergunta (no topo da página) ao final justificando sua resposta. Cada candidato terá 1 minuto para fazer sua descrição/contraste e responder a pergunta. [Sim! 1 minuto! Caso você ultrapasse o tempo, o examinador gentilmente irá lhe interromper.]

Nesse momento (quando o primeiro candidato está falando), o segundo candidato não participa, PORÉM deve ficar atento ao que o colega está dizendo e nas figuras em si, pois assim que o 1 minuto de fala dele se encerrar, o examinador fará ao segundo candidato uma pergunta (geralmente pessoal) sobre a figura que acabou de ser descrita pelo primeiro candidato. Ou seja, não eram as suas figuras, você não precisou descrevê-las e responder à pergunta no topo da página (por 1 minuto), MAS terá de responder a uma outra pergunta feita pelo examinador sobre as figuras do seu parceiro de prova. Então, fique ligado! Não é a sua vez, mas você participará no finalzinho!
O mesmo processo acontecerá com o candidato 2, que também terá seu 1 minuto de fala para descrever suas figuras (que serão obviamente diferentes) e responder à pergunta no topo da página. 
E sim, candidato 1, caso você esteja se questionando, a você também será feita uma pergunta (geralmente pessoal) sobre as figuras do seu par. Como dito anteriormente, o processo é feito de maneira igualitária de forma que os candidatos tenham as mesmas oportunidades de participação.
A Ideia do Post 
Primeiramente, é importante que o candidato conheça a estrutura da prova e saiba o que é esperado dele em cada parte.

Pergunta reflexiva: você, professor, ao preparar seu aluno para o FCE, além de explicar a estrutura da prova, faz alguma atividade de “pré-fala” ou “pre-speaking”? 
A reflexão surgiu, pois tenho percebido, que os alunos, em geral (caso perguntados), afirmam saber o que precisam fazer na parte 2: comparar as figuras e responder a pergunta. Entretanto, talvez por nervosismo ou até falta de prática, muitas vezes a descrição das figuras fica curta, pouco desenvolvida, com utilização de vocabulário e estruturas consideradas como muito simples para uma prova de FCE, além de alguns candidatos não conseguirem completar o 1 minuto de fala. Tem aluno que parece engatar uma “quinta marcha” e fala tudo o que está vendo de forma corrida, deixando a descrição confusa e incompleta. Outros acabam se esquecendo de responder a tal pergunta do início da página, que atua, na verdade, como um fio condutor entre as duas imagens, que são diferentes, mas que se relacionam justamente através dessa pergunta. 
Um Exemplo / Dica de como fazer o Pre-Speaking
É óbvio que no dia da prova isso não irá acontecer! Mas, ao trabalhar assim, você acaba acostumando seu aluno a montar esse mapa mental de como olhar para as figuras e de como explora-las da forma mais efetiva possível. Já ouvi, por exemplo, muitos alunos pegarem a folha e dizerem: “O que eu vou falar dessa figura?” 

Pense que, para qualquer figura, algumas perguntas são meio que básicas, pois sempre se aplicam. 

Vamos fazer um teste? 


Pense nas perguntas abaixo para cada figura acima (sim, individualmente!) e utilize as respostas para fazer o contraste.

☑️ Há pessoas na figura? Muitas ou poucas? Qual parece ser o relacionamento entre essas pessoas? Amigos? Familiares? Desconhecidos? Por quê você acha isso? 
☑️ Onde essas pessoas estão? O que você consegue ver no fundo que justifique esse lugar que você pensa que é?

*Dica: veja se há alguma coisa no fundo que mereça destaque. Algum ponto turístico famoso? Uma praia? Mesas de restaurante? Salão de festas? Um parque?

☑️ O que essas pessoas estão fazendo? Estão fazendo alguma coisa em conjunto ou individualmente? 

☑️ Como eles parecem se sentir? Bem, mal, cansados, felizes, tristes, …? O que há na figura que justifique isso? (Por exemplo, há pessoas sorrindo, crianças brincando, alguém chorando?)

🆙 Releia a pergunta no início da página! Não se esqueça dela!

☑️ Responda as mesmas perguntas acima para a figura 2 (contrastando-as com a figura 1) e, ao final, responda a pergunta principal (What do you think about these two learning environments?). Claro, inclua o porquê de você ter essa opinião! Isso conta! E muito!

It Goes Without Saying…
Para qualquer prova que você venha a fazer, é essencial que haja algum preparo e alguma prática. Logo, a dica final para os professores é que, na medida do possível, procurem trabalhar figuras diversas, especialmente de provas anteriores, facilmente encontradas numa pesquisa ao Mr. Google (como a utilizada acima). E, claro, tentem habituar os alunos a já terem um set pronto na cabeça do que pode ser dito de qualquer figura que apareça. 😉

Aos alunos-candidatos ou futuros candidatos, certifiquem-se de que vocês sabem o que deve ser feito em cada parte da prova. Isso é importantíssimo! E pratiquem! Pratiquem bastante! Participem de algum simulado, marquem com amigos que também farão a prova e simulem ser avaliadores e candidatos, ou seja, utilizem estratégias para que haja alguma prática antes do dia da prova. E o mais importante! Mantenham a calma e tentem demonstrar segurança! 

😱 Já sei! Alguns de vocês riram e estão pensando: “Ficar calmo e manter a segurança é impossível!” Acreditem! Não é! Tudo dependerá do seu nível de comprometimento e prática. 💪 

Quanto mais você praticar, mais tranquilo ficará, pois o processo fica meio que automático. Tudo que é desconhecido e novo tende a ser considerado como difícil. Até a gente aprender! Pense nisso!
Como em julho tem FCE acontecendo em diversas escolas de idiomas pelo país, aproveitamos para deixar nosso GOOD LUCK para todos que farão a prova. 🍀Esperamos ter ajudado com o post! 
Arrasem e tragam o certificado pra casa! Ele será/fará um grande diferencial no currículo de vocês! 
See ya!
Alexandra S. Andrade. 

Revisão #EquipePalavrasNossas

Qual a sua definição de “teacher”? 😉

Esse post, na verdade, não é do Palavras Nossas. Os devidos créditos precisam ser dados! É um compartilhamento da página do Facebook do TeachingEnglish – British Council <https://www.facebook.com/TeachingEnglish.BritishCouncil/>

Gostamos tanto da definição de “teacher” de Alan Maley e somos tão fãs do querido autor Nik Peachey, que resolvemos compartilhar em formato de post, para que nossos leitores e amigos tenham acesso à publicação Integrating global issues in the creative English language classroom que está com download gratuito (vide link abaixo), na página do British Council. Esperamos que vocês, como nós, também se identifiquem e que compartilhem por aí. Afinal de contas, o que é bom merece ser compartilhado, right? 

See ya!

Alexandra S. Andrade. 😘


Do you fit Alan Maley’s definition of a teacher? It forms the preface to this new publication: Integrating global issues in the creative English language classroom, that he has co-edited with Nik Peachey. Do you agree with the sentiment he expresses in it?

★ The publication is free to download here: http://bit.ly/IntegratingGlobalIssues

Ann.

“Boring words” – Palavras chatas 

Pergunta: alguma vez você já começou a escrever um texto e as palavras pareciam faltar? Você ficou ali procurando sinônimos, palavras diferentes, mas elas simplesmente não vinham à mente? Pois é! Acontece com todo mundo! #Relax Nossa dica de hoje pode ajudar! 😉

Editamos uma imagem com sugestões de palavras que você pode usar para substituir “pretty” e “smart”, consideradas por alguns como “boring words”, ou seja, “palavras chatas”. Sim, chatas! Sabem por quê? Porque, em geral, são MUITO utilizadas e deixam o texto repetitivo, chato de ler mesmo. 

Ou seja, não seria mais interessante utilizar outras palavras – sinônimas – e que não alteram o que você realmente quer dizer? Faz sentido, não é? Olhem o exemplo abaixo: 

“Denise is a very INTELLIGENT student, but she shows how WITTY she is without being stuck-up. She’s always helping her friends in a humble way. She’s really BRILLIANT!”

Vale então ressaltar: a utilização de sinônimos em textos, em qualquer língua, é bastante positiva, pois evita que seu texto fique repetitivo e chato de ler. O texto ficará mais fluido, o leitor terá uma leitura mais dinâmica e provavelmente, mais prazerosa, e seu professor ficará bem contente com seu nível de vocabulário e pesquisa. 

Gostou da dica? Compartilhe com aquele colega que você acha que também vai gostar! 😉
See you guys, later!

Alexandra S. Andrade. 

Revisão #EquipePalavrasNossas

A COLD DAY IN HELL

Já ouviu falar da expressão em português “Só no Dia de São Nunca”? E tem outras! Que tal “Quando galinha criar dentes” ou “Quando porcos voarem”? Pois é! Em geral, quando essas expressões são usadas, queremos dizer que algo NUNCA VAI ACONTECER, certo? Não há a menor chance!

Também há algumas expressões em inglês que são equivalentes a essas citadas acima. Vejamos algumas: 

A COLD DAY IN HELL, ao pé da letra, significa “um dia frio no inferno”. Como em geral, o inferno foi criado em nosso imaginário como um local quente e escaldante, tal acontecimento nunca seria suscetível de acontecer. 

No exemplo da figura acima, Jack é uma pessoa tão chata, que receberá uma ligação de volta (após provavelmente já ter ligado várias vezes para a pessoa que fala) NO DIA DE SÃO NUNCA. Ou seja, ela nunca retornará as ligações dele.

A COLD DAY IN HELL assemelha-se bastante à outra expressão também muito usada em inglês: WHEN PIGS FLY, em português, “quando porcos voarem” ou “quando porcos criarem asas”. Tudo dependerá da região e da escolha feita pelo tradutor. Há quem também traduza tal expressão para “quando galinha criar dentes”. 

Bom, no final das contas, todas apresentam a mesma ideia: ALGO QUE NUNCA ACONTECERÁ. Na hora hora de usa-las, tanto em inglês como em português, caberá a você (falante e/ou tradutor) escolher a que você se identifica mais em usar. 

A gente aqui do #PalavrasNossas gosta bastante de A COLD DAY IN HELL. E vocês por aí? 😉

See you all, alligators!

Alexandra Simões Andrade. 

(Revisão Equipe #PalavrasNossas)

New book from IATEFL Research SIG

Everything that regards Teachers’ Research and quality of life in the language classroom needs to be shared. Hope you enjoy it as much as I did!

The International Festival of Teacher-Research in ELT

Screen Shot 2017-06-21 at 00.21.46IATEFL Research SIG (ReSIG for short) has just published a freely downloadable book called Developing Insights into Teacher-research. The book was launched at the recent ‘Teachers Research! Istanbul 2017’ conference and consists of an introduction and twelve chapters. A unique feature of the book is that the first six chapters are about mentoring teacher-research, which is an area that hasn’t been written about very much before. The remaining six are reports of teacher-research. All of the chapters arose from poster presentations given at last year’s conference in Istanbul.

The book has been edited by Anne Burns, who’s been a speaker at all three ReSIG Teachers Research! conferences so far; Kenan Dikilitas, who’s been the main organizer; Richard Smith, former coordinator of ReSIG who’s been closely involved in organizing the conferences with Kenan, and Mark Wyatt, who’s also on the organizing committee and is the editor of the SIG’s regular…

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