Livro da vez

Bem pessoal, esta será a primeira resenha de livro do mês que eu escreverei. Provavelmente será também uma das mais incomuns!

 

“Abraham Lincoln Caçador de Vampiros” do autor Seth Grahame-Smith (também autor de “Orgulho e Preconceito e Zumbis”) foi publicado ano passado nos EUA e aqui no Brasil esse ano pela editora Intrínseca.

Sinopse da editora: Indiana, 1818. Sob o luar que se insinua por entre a densa floresta, uma pequena cabana se destaca. Dentro dela, o pequeno Abraham Lincoln, com apenas nove anos, está ajoelhado ao lado da cama em que a mãe agoniza, acometida do que os antigos chamavam de “doença do leite”. Anos mais tarde, o magoado Abe descobriria que o mal que vitimou sua mãe foi, na realidade, obra de um vampiro. Ao tomar o Diário Secreto de Abraham Lincoln como guia, Seth reconstitui a história real do maior presidente da história norte-americana e desvenda todos os segredos da Guerra de Secessão, além de revelar o papel crucial que os vampiros desempenharam no nascimento, na ascensão e no (quase) declínio dos Estados Unidos.

A minha opinião: Sinceramente? Eu esperava MUITO MENOS desse livro! A vontade de lê-lo foi como que um impulso: parecia infinitamente engraçado e estúpido. E, para minha surpresa, o autor conseguiu misturar perfeitamente o real e o imaginário! O resultado é um livro, literalmente fantástico e divertido de se ler. As fotos e a aparição de ilustres personagens (como Edgar Allan Poe, por exemplo) enriquecem ainda mais o enredo. Não, não é um livro engraçado. Engraçado mesmo é imaginar Abraham Lincoln realizando tudo aquilo que está escrito. É nessa parte que entram os fatos históricos: a ficção e a Guerra Civil norte-americana estão muito interligadas. Mas atenção! Se você estiver à procura de um livro em que vampiros, morte, sangue e afins apareçam o tempo todo não o aconselho a ler este. A história é centrada na vida do presidente e em seu desejo por livrar os EUA dos vampiros. Mas isso não quer dizer que ele os mate de página em página. Na realidade, a maior parte dos capítulos relata a vida pessoal, pensamentos e escolhas políticas de Abe – só que, claro, em tudo isso há uma relação com seu ódio pelos vampiros.

Vale a pena ler, gente. Eu, pelo menos, gostei bastante. Sem mencionar que o título virará um filme produzido pelo Tim Burton (“A Noiva Cadáver”; “Alice no País das Maravilhas”, “O Cavaleiro Sem Cabeça”) e já está marcado e confirmado para estrear ano que vem! Agora é só esperar!  😀

(By Strawberrybells)

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Dicas de Inglês

HELLO, EVERYBODY!

Nessa página, você encontrará dicas sobre o ensino/aprendizagem de inglês como Língua Estrangeira (LE).  Incluiremos diversos assuntos, tais como: os diferentes métodos e abordagens de ensino; as novas Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC); o “tão odiado” (porém necessário) ensino de gramática; as diversas estratégias de leitura, que tanto auxiliam os vestibulandos; and so on…

Se você é aluno de inglês, tanto no colégio ou em escola de idiomas, certamente você descobrirá coisas realmente interessantes por aqui. Quer um exemplo? Vocabulário. Mas vocabulário daquele que você provavelmente não aprenderia em nenhuma das instituições acima, e que ainda assim é bastante utilizado no dia a dia. Você pode estar se perguntando: “Como assim?” Respondemos com uma pergunta: Você sabe como dizer “DAR A VOLTA POR CIMA” em inglês? E “NA HORA H”? Que tal o provérbio “DEUS AJUDA QUEM CEDO MADRUGA”? Pois é. É esse tipo de vocabulário que incluiremos aqui. Legal, não é?

Se você é professor de inglês,  esperamos deixar dicas valiosas sobre fatos culturais, expressões idiomáticas, “phrasal verbs”, provérbios e ditados populares, e até uma seção especial de #VocabulárioDeSéries, que claro, agrada a maioria de nossos alunos! Não poderíamos deixar canções de fora, não é mesmo? Afinal de contas, todo aluno adora uma “musiquinha” na aula de inglês. Porém, nossas dicas de letras de músicas virão sempre acompanhadas de atividades pedagógicas que possam, de alguma forma, ser encaixadas à certos conteúdos programáticos, além da tradução. Esperamos que nossas ideias possam ser somadas às ideias de vocês tornando as aulas mais criativas e dinâmicas.

Sintam-se à vontade em perguntar, tirar dúvidas, comentar, e claro,

ENJOY!!!

Alexandra e Strawberrybells.

Letra e Música

ADELE (“Setting Fire to the Rain…”)

Ahoy, pessoal!

 

Nosso post de Letra e Música desse mês fala sobre uma cantora que superou todas as expectativas no ano de 2011 (e inclusive entrou para o Guinness) – Adele! 😀

 

O segundo álbum da  cantora britânica, “21”, foi um dos mais aclamados de todos os tempos: vencedor do Grammy de melhor álbum do ano em 2012, “21” já vendeu mais de 13 milhões de cópias pelo mundo; permaneceu 18 semanas no topo das paradas britânicas e já ficou no topo em mais de 20 países. Foi ainda o álbum mais baixado pela Internet no Reino Unido e certificado 14 vezes como disco de platina, ultrapassando “Back To Black” de Amy Winehouse, tornando-se o disco mais vendido do século XXI. Não há dúvidas de que seja uma obra prima do mundo musical.

 

“21” conta com a produção de Rick Rubin (o mesmo de “Californication” do Red Hot Chili Peppers e “Wandering Spirit” de Mick Jagger). Além de conter os maiores hits da cantora: “Rolling In The Deep” e “Someone like You”,  o álbum e Adele surpreendem ainda com um cover de “Lovesong” da banda The Cure.

 

Para quem já ouviu ambos os álbuns, pode-se notar certo distanciamento no estilo musical de “21” e seu antecessor, “19”. Segundo a cantora, tal fato deve-se às muitas influências musicais sofridas por ela durante sua turnê pela América do Norte em 2009. Dentre os artistas citados por Adele como “geradores de sua transformação” encontram-se Lady Antebellum, Kanye West e Mary J. Blige.

 

Como todos já sabem, “21” fala sobre as mudanças na vida de Adele e conta a história do difícil término de seu primeiro relacionamento “sério”, segundo a mesma. As letras das músicas, todas de sua própria autoria, falam sobre algumas fases vivenciadas por ela: do doloroso (re)início de vida como solteira, até a aceitação do fato de seu ex estar em outro relacionamento, fato que denota o real “fim” entre eles, a total ausência de um possível retorno. O primeiro single, “Rolling In The Deep”, foi escrito enquanto Adele sentia-se, como afirmado por ela: “vingativa”. Já o segundo single, “Someone Like You”, foi escrito, ainda segundo Adele, após um período de amadurecimento, quando admite o quão importante foi esse relacionamento e o quanto o mesmo mudou sua vida.

 

Relacionamentos a parte, e após uma cirurgia na garganta que a afastou dos palcos por dois meses, Adele arrematou nada mais nada menos do que 6 Grammy Awards (todos aos quais havia sido indicada): Gravação do ano (“Rolling in the Deep”); Álbum do ano (“21”); Música do ano (“Rolling in the Deep”); Performance solo pop (“Someone Like You”); Álbum pop (“21”); e Melhor vídeo musical (também para “Rolling in the Deep”). Ela está, segundo fãs mais apaixonados, melhor do que nunca.

Mas a vida não é feita só de prêmios, e como diriam alguns “a fila anda” e andou para Adele também. Depois de sofrer por amor e desabafar sua tristeza em músicas que encantam a todos, a cantora vem experimentando um novo romance. Ela é só carinhos com o novo namorado, Simon Konecki, que vem sendo clicado ao seu lado onde quer que a loira se encontre.

 

E agora, galera? Será que Adele precisa de uma boa “dor de cotovelo” para compor músicas como “Someone Like You” ou seu atual estado de espírito nos renderá canções ainda mais belas? As opiniões são várias. Como bons fãs que somos, torcemos para que ela seja feliz, afinal de contas, Adele PODE, né?

LETRA e #DICA PARA OS PROFESSORES BLOGUEIROS (e de plantão):

Além de ser belíssima, a canção “Set Fire to the Rain” apresenta vários verbos no passado (“Simple Past” – regular e irregular). Quando trabalhei essa música/texto com meus alunos, transformei a canção em um exercício simples de conjugação de verbos (os que estão em parênteses). Eles, claro, gostaram bastante, pois não é todo dia que um exercício, supostamente ordinário, se transforma em um hit da Adele. 😉 Hope you like it!

Set Fire To The Rain

I let it fall, my heart

And as it _____________________ (to fall), you rose to claim it

It _______________ (to be) dark and I was over

Until you _____________________ (to kiss) my lips and you ____________________ (to save) me

 

My hands they _________________ (to be) strong

But my knees _________________ (to be) far too weak

To stand in your arms

Without falling to your feet

 

But there’s a side, to you, that I never ______________________ (to know), never ______________________ (to know)

All the things you’d say, they were never true, never true

And the games you’d play, you would always win, always win

 

But I set fire to the rain

______________________ (to watch) it pour as I touched your face

Well, it ______________________ (to burn) while I cried

‘Cause I heard it screaming out your name, your name!

 

When I lay, with you

I could stay there, close my eyes

Feel you here forever

You and me together, nothing is better!

 

Cause there’s a side, to you, that I never ______________________ (to know), never ______________________ (to know)

All the things you’d say, they were never true, never true

And the games you’d play, you would always win, always win

 

But I set fire to the rain

______________________ (to watch) it pour as I ______________________ (to touch) your face

Well, it burned while I _________________ (to cry)

‘Cause I ____________________ (to hear) it screaming out your name, your name!

 

I set fire to the rain

And I threw us into the flames

Well, it felt something ___________________ (to die)

Cause I knew that that was the last time, the last time!

 

Sometimes I wake up by the door

That heart you
________________________ (to catch)  must be waiting for ya…

Even now when we’re already over

I can’t help myself from looking for ya

 

I set fire to the rain

Watched it pour as I touched your face

Well, it burned while I cried

‘Cause I heard it screaming out your name, your name!

 

I set fire to the rain

And I _____________________ (to throw) us into the flames

Well, it felt something died,

‘Cause I knew that that was the last time, the last time!

 

Oh oh oh oh oh…

 

Let it burn…

 

(Adele)

TIC na Educação

Você já ouviu falar em TIC? Se isso ainda não aconteceu, não se sinta frustrado, pois com certeza as TIC já fazem parte da sua vida mesmo sem você saber. TIC é a abreviação para o termo Tecnologias da Informação e da Comunicação. De forma a iniciar esse artigo sobre as TIC, primeiramente introduzirei o termo Tecnologia Educativa. 

O termo Tecnologia Educativa tem já alguma tradição no mundo anglo-saxônico. É um domínio da educação que teve suas origens nos anos 40 do século XX e foi desenvolvido por Skinner na década seguinte com o ensino programado (cf. Skinner, 1953, 1968). O termo não se limita aos recursos técnicos usados no ensino, mas a todos os processos de concepção, desenvolvimento e avaliação da aprendizagem. Em 1994, tendo em vista estabilizar a terminologia usada neste domínio, os termos Educational Technology e  Instructional Technology surgiram como sinônimos, referindo‑se “à teoria e prática do planejamento, desenvolvimento, utilização, gestão e avaliação dos processos e recursos da aprendizagem” (cit. Thompson, Simonson & Hargrave, 1996, p. 2).

Esta definição tem em conta o que é considerado o domínio da Tecnologia Educativa que engloba três subdomínios que vão influenciar o aluno e sua aprendizagem. São eles:

1) as funções de gestão educacional;

2) as funções de desenvolvimento educacional; e

3) os recursos de aprendizagem.

Percebe-se, que o termo Tecnologia Educativa encontra-se enraizado numa tradição anglo-saxônica que valoriza a instrução e é influenciada pela teorização produzida no âmbito da psicologia da aprendizagem, nomeadamente pelas teorias comportamentalistas e cognitivistas, e mais recentemente pelas teorias construtivistas. Outras das inspirações teóricas do domínio da Tecnologia Educativa são a Teoria dos Sistemas e a Teoria da Comunicação (cf. Thompson, Simonson & Hargrave, 1996).

O termo Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) refere‑se à conjugação da tecnologia  computacional ou informática com a tecnologia das telecomunicações e tem na Internet e mais particularmente na Worl Wide Web (WWW) a sua mais forte expressão. Quando estas tecnologias são usadas para fins educativos, nomeadamente para apoiar e melhorar a aprendizagem dos alunos e desenvolver ambientes de aprendizagem, podemos considerar as TIC como um subdomínio da Tecnologia Educativa.

Alguns autores preferem utilizar os termos Novas Tecnologias da Educação (NTE) e Novas Tecnologias da Informação e Comunicação (NTIC). Particularmente, ambos parecem‑me redundantes, pois a referência à novidade nada acrescenta à delimitação e clarificação do domínio. Mais ainda, o que é novo hoje deixa de o ser amanhã.

Iniciar esse texto sobre as TIC remete-me à questão da Literacia Informática. Tal termo pode ser definido como “o conjunto de conhecimentos, competências e atitudes em relação aos computadores que levam alguém a lidar com confiança com a tecnologia computacional na sua vida diária” (McInnerney, McInnerney & Marsh; Soloway, Turk & Wilay, apudTsai & Tsai, 2003, p. 48). Esta definição incluiu três termos que convém elucidar: primeiro, conhecimentos e competências sobre a tecnologia computacional; segundo atitudes positivas face a esta tecnologia; e terceiro ter confiança para usar os computadores sem grande ansiedade. Por isso, o objetivo da literacia informática deveria ser apoiar os professores e os estudantes a iniciar ou melhorar as suas competências e conhecimentos nesta área, desenvolver atitudes positivas face ao computador e à Internet e diminuir a ansiedade face ao seu uso e aprendizagem. Deveria ainda apoiar, principalmente os professores, a analisar criticamente a evolução das tecnologias e seus campos de aplicação.

Ao iniciar a questão da literacia informática, torna-se praticamente necessário discutir as diferentes gerações hipermidiáticas existentes. As chamadas gerações 0.0, 1.0 e 2.0. E essa questão, pela importância do assunto, fica para o próximo post.

Até lá! 🙂

Alexandra.

REFERÊNCIAS

SKINNER, B. F. (1968). The technology of teaching. New York: Appleton Century Crofts.

_________. (1953). Science and human behavior. New York: Macmillan.

THOMPSON, A. d.; SIMONSON M. R. & HARGRAVE, C. P. (1996). Educational Technology: A review of the research (2nd ed.). Washington, d. C.: Association for Educational Communications and Technology (AECT).

TSAI, M. &  TSAI, C. (2003). Students computer achievement, attitude, and anxiety: the role of learning strategies. Journal of Educational Computing Research, 28, 1, pp. 47‑61.