“The Curious Incident of the Dog in the Night-Time” ou O Estranho Caso do Cachorro Morto de Mark Haddon

I think prime numbers are like life. They are very logical but you could never work out the rules, even if you spent all your time thinking about them. (Christopher Boone)

O caso curioso do cachorro morto

Ficha técnica:

Título Original: The Curious Incident of the Dog in the Night-Time 
Título em Português: O Estranho Caso do Cachorro Morto 
Autor: Mark Haddon 
Editora: Record 
Gênero: Romance inglês 
Páginas: 287             Publicação: 2013

Fui apresentada ao “O Estranho Caso do Cachorro Morto” enquanto ouvia o podcast World Book Club da BBC. Mesmo sem ter lido o livro, gostei muitíssimo da forma como o autor, Mark Haddon, descreveu seu personagem principal, um menino de 15 anos chamado Christopher Boone portador da síndrome de Asperger. Para deixar tudo ainda mais interessante, especialmente para mim que amo um suspense, ainda há um assassinato na história, o de um cachorro, encontrado por Christopher ao voltar para casa à noite. Após ouvir o podcast, entrei no primeiro site de livraria que conheço e, claro, comprei o livro. Comprei a versão em inglês, e nem me dei conta de que poderia haver uma versão traduzida para o português. Só descobri porque pesquisei para escrever o post. Confesso não ter gostado muito da tradução, mas… o conteúdo do livro é o que realmente importa. E esse é dos bons, muito bons.

Uma semana depois, recebi um e-mail informando sobre a chegada do livro e em 3 dias terminei a leitura. Sabe aqueles livros que a gente começa e simplesmente não consegue parar? Pois é! Foi o que aconteceu com The Curious Incident of the Dog in the Night-Time. Então vamos à review. 😉

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Christopher John Francis Boone é um menino de 15 anos, e como já dito acima, é portador da síndrome de Asperger, doença conhecida por ser uma forma mais branda de autismo. Ele vive com seu pai em Swindon, cidade no sudoeste da Inglaterra. De acordo com seu pai, sua mãe faleceu devido a um ataque cardíaco, e Christopher sempre aceitou o fato. Digo isso, pois há certas coisas que Christopher não consegue aceitar. Por exemplo, ele não come nada que tenha as cores amarelo ou marrom; e também não aceita que a comida encoste uma na outra quando está em seu prato. Ele também decide o quão bom seu dia será de acordo com a quantidade de carros amarelos ou vermelhos que vê no caminho para a escola. Tudo na vida de Christopher vai bem e em ordem, até que uma noite, ao voltar à sua casa, ele encontra Wellington (cachorro de sua vizinha, a Sra. Shears) morto com um garfo de jardim no peito. O cachorro encontra-se no jardim da frente da casa da vizinha e Christopher fica tão hipnotizado com a cena, que resolve instantaneamente investigar e descobrir quem fez aquilo com Wellington. A medida em que Christopher começa a desenredar a história, ele acaba abrindo outras portas que dizem respeito à acontecimentos de sua própria vida. Perguntas começam então a surgir: “Por que seu pai não quer (de forma alguma) que ele investigue a morte de Wellington? ” ou “Para onde foi o Sr. Shears?”. Quando ele descobre uma caixa em cima do armário de seu pai, Christopher percebe que sua vida não é exatamente o que ele pensava ser.

O livro demonstra de forma brilhante como a cabeça dos que possuem a síndrome age, mostrando as dificuldades (principalmente a de relacionamento com outras pessoas) e também as facilidades (por exemplo, a grande facilidade com matemática e física de Christopher). A história está em 1ª pessoa, tendo o próprio Christopher como narrador, daí, por vezes, a leitura tornar-se um pouco cansativa. Há muita descrição e ele tenta abordar tudo nos mínimos detalhes, exatamente como um portador da síndrome de Asperger faria. Há também partes que parecem desconexas, mas que acabam fazendo sentido após certo tempo, pois você acaba se habituando ao tipo de escrita utilizado. Em um minuto, por exemplo, ele fala sobre o cachorro, em outro, fala sobre pães de queijo. Ou seja, o autor tenta demonstrar exatamente a forma como Christopher pensa, e quem continua a leitura acaba se acostumando e gostando (cada vez mais) de como as coisas vão tomando rumo. Há toques de drama e comédia ao mesmo tempo. Prepare-se para rir e para chorar com as aventuras vividas por Christopher, principalmente em Londres… Mas calma! No spoilers! 😉

Bom, se você está em busca de uma bela leitura, dessas que fazem a gente refletir sobre os relacionamentos humanos (especialmente aqueles das nossas próprias vidas), esse é o livro para você ler. A história de Christopher/Haddon é, como revisado pelo Sunday Telegraph, “a rewarding read”, uma leitura recompensadora. Muito recompensadora!

See you! Até a próxima! 😉

Alexandra S. Andrade (#EquipePalavrasNossas)

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