YOLO, GMAFB, ICYMI, W2F… Wtf isso significa?

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Quantas vezes você (aluno ou professor de inglês) já não se deparou com um YOLO da vida e se questionou: what the hell isso significa? Pois é. Nosso post de hoje traz alguns desses acrônimos bastante usados no mundo virtual e que são considerados como “gírias da Internet”.

Para quem ainda não sabe, YOLO é o acrônimo para You Only Live Once, ou seja, só se vive uma vez. Em outras palavras, aproveite bem o que você tem para fazer hoje, pois amanhã a oportunidade pode não surgir. Um bom exemplo é aquela galera que tem uma festa para ir à noite e uma prova importante no dia seguinte. O que fazer? Ir à festa, claro! Afinal de contas, YOLO! (You Only Live Once!) – (Só se vive uma vez!). 😉

Outro acrônimo bastante utilizado (esse nas redes sociais, especialmente por canais de notícias) é o ICYMI. Dê uma olhada no exemplo abaixo retirado do Twitter do Entertainment Tonight (@etnow):ICYMI_definition

ICYMI: Yeeesss!! @Rihanna releases #Work, the first single from her upcoming album, #ANTI. et.tv/1nok3b3 

ICYMI ou In Case You Missed It, significa, literalmente, no caso de você ter perdido (isso / essa notícia), ou seja, há uma repetição, um “repost” de algo que já foi divulgado ou noticiado antes, mas que você pode não ter lido (ou sabido). No exemplo acima, há uma chamada de atenção (propaganda!) para o primeiro single lançado por Rihanna (que se chama Work) de seu álbum que está por vir: ANTI.

Outro acrônimo, esse confesso que aprendi há pouquíssimo tempo, e que vem sendo bastante utilizado também é o GMAFB. Já ouviu falar? Olhe a mensagem de texto abaixo:

Jane:  Have you already studied for the test?

John:  Jane, please! GMAFB!

GMAFB significa Give Me A F***ing Break. Cabe aqui uma observação sobre a tradução desse acrônimo. Da mesma maneira que “Me dá um tempo” se aplica acima, o “Não enche (a porra) do meu saco” também pode se encaixar. Tudo dependerá do contexto e de com quem você está conversando, ou melhor, do grau de amizade e intimidade existente entre os falantes.

Jane: Já estudou para o teste?

John: Jane, por favor! Não enche a merda do meu saco!  (ou algo nesse nível…)

GMAFB meaning - what does GMAFB stand for?

Para encerrar, dê uma olhada nesse último exemplo:

John: I love this actor who plays Mr. Bean. He’s W2F!

Jane: Come on, John! GMAFB. This man is NFAA.

Não entendeu nada? A gente traduz! 😉

John: Amo esse ator que faz o Mr. Bean. Ele é super engraçado!

Jane: Qual é, John! Me dá um tempo! Esse cara não tem a menor graça.

Ou seja, W2F é o acrônimo de Way Too Funny (muito engraçado, engraçadíssimo) e NFAA significa Not Funny At All (sem qualquer graça, nem um pouco engraçado). Esses dois também têm sido muito utilizados online. E gente, claro, o número 2 usado em W2F (em inglês two) “abrevia” e substitui o too na gíria, certo? Não custa mencionar, né? 😉

 

E você? Usa muitas gírias na Internet ou não é muito fã dessa linguagem meio “louca” que (praticamente) todo dia tem uma novidade?

Esperamos que você tenha gostado do post! Se esse for o caso, YW! 😀

Alexandra S. Andrade (Revisão Equipe #PalavrasNossas)

PS:Business Acronym YW as YOU'RE WELCOME

TY = Thank You (Obrigado/a)

YW = You’re Welcome (De nada)

 

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#Sqn (Só que não!) – Tem isso em inglês?

Sabe quando a gente diz uma coisa e no final a gente inclui o famoso “só que não”, ou mais usualmente, a hashtag “sqn” (#sqn)? Pois é. Como de costume, a dica de hoje vem de uma pergunta que surgiu há algum tempo em sala de aula.

Como dizer esse “só que não” em inglês? Há um equivalente? Há sim! Check it out!

Falemos primeiro dessa expressão em português para que não haja dúvida, ok? 😉

Na linguagem falada, geralmente utilizamos a expressão “só que não” para complementar uma frase que expressa algo improvável (às vezes até um pouco ridículo) de acontecer ou até de ser verdadeiro. A ideia é a de “brincar” (utilizando ironia e/ou sarcasmo) com a primeira frase proferida. Podemos utilizar como exemplo a segunda-feira. Em geral, a galera não é muito fã desse dia da semana, certo? Logo, ao ouvir alguém dizer “Ainda bem que amanhã é segunda-feira!… (pequena pausa)… Só que não!” a segunda frase complementa a primeira, deixando claro para o ouvinte que trata-se de uma brincadeira, ou até mesmo uma reclamação ou lamentação (quem nunca sentiu uma sensação esquisita ao ouvir a música do “Fantástico” no domingo?). Bom, tudo dependerá do contexto e da entonação do falante.
Já na linguagem escrita, principalmente na Internet, tal expressão vem sendo usada com o símbolo # (hashtag); porém, apenas as letras iniciais são utilizadas “sqn” (Só Que Não), ou seja, #sqn.

Aproveitando o exemplo da segunda-feira acima, vamos para o equivalente em inglês desse “só que não”. Dê uma olhada nos exemplos abaixo (retirados do Urban Dictionary):

Thank God it’s Monday. Said no one ever.
[Ainda bem que hoje é segunda-feira. Só que não.] ou
[Ainda bem que hoje é segunda-feira. #sqn]

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Em inglês, utilizamos a expressão “said no one ever”, que ao pé da letra significa “ninguém nunca disse isso” ou “nunca dito por alguém” quando queremos dizer o “só que não” usado em português. Vejamos mais um exemplo do Urban Dictionary abaixo:

OMG! Those Crocs look awesome, said no one ever.
[Oh, meu Deus! Aquelas sandálias Crocs são lindíssimas, só que não.]

<Nada contra as sandálias Crocs, hein, gente! O exemplo nem é nosso. Lolol… O povo gosta de implicar. Olha a “indireta” do Mr. Bean aí… 😁>

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É interessante mencionar que, em inglês, o “said no one ever” não é geralmente usado como acrônimo como em português (apenas as iniciais – sqn). O símbolo da hashtag (#) é usado junto da expressão escrita sem divisão – #Saidnooneever – isso quando a hashtag é utilizada, OK? Muitas vezes, mesmo na escrita, há preferência por utilizar a expressão de forma regular, como nos exemplos acima. But… há também quem goste da hashtag:

I never say “said no one ever”. #Saidnooneever
[Eu nunca digo “só que não”. #sqn]

E vocês? Dizem muito ou não? 😉

Till the next time! See ya!
Alexandra S. Andrade (Revisão Equipe #PalavrasNossas).

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Você gosta de BINGE-WATCH?

A dica de hoje vem, como na maioria das vezes, da pergunta de um aluno em sala de aula que aconteceu bem no finalzinho do semestre passado. A pergunta foi a seguinte: “O que significa BINGE-WATCHING?”

Comecemos então, por BINGE. Você sabe o que isso quer dizer?

De acordo com o Longman Dictionary of Contemporary English, como substantivo, BINGE significa “um curto período de tempo em que você faz uma mesma atividade repetidas vezes, como comer, beber ou fazer compras”.

It’s been a week-long BINGE of shopping.

[Foi uma longa semana numa maratona de compras.]

Embora alguns dicionários e pessoas traduzam BINGE como “farra”, preferimos utilizar o termo “maratona”, até pelo significado que veremos em BINGE-WATCH.

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Deem uma olhada no seguinte exemplo (retirado do Urban Dictionary):

I felt like hell all day because I was up till 4:00 binge-watching season 2 of “Dexter”.

Todo fã de Dexter vai concordar que essa é aquela série que quando se começa a assistir, é muito difícil (pra não dizer impossível) de se parar, certo? Daí o surgimento de BINGE-WATCHING, ou seja, quando a pessoa leva certo período de tempo assistindo à alguma coisa na TV, sem parar, como se estivesse realmente participando de uma maratona. Daí a tradução “fazer maratona”, locução verbal muito utilizada hoje em dia.

[Eu me senti um lixo o dia inteiro porque fiquei acordado até às 4:00 FAZENDO MARATONA da segunda temporada de “Dexter”.]

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Há até aqueles que prefiram BINGE-WATCH ou FAZER MARATONA (geralmente de séries) do que assistir às séries em ritmo normal, ou seja, um episódio por semana. E hoje, com os serviços de streaming (cada vez em maior quantidade e qualidade) e a Netflix facilitando a vida dos chamados “seriadores” (aquela galera antenada em tudo quanto é série), a gente até entende os motivos para BINGE-WATCH, né não? E convenhamos, não precisa ser “seriador” para BINGE-WATCH séries como “Sherlock”, “Breaking Bad”, “House of Cards”, e por aí vai…netflix-meme

Por isso, a gente termina a dica de hoje com uma pergunta:

What about you? Have you ever BINGE-WATCHED?

[E você? Já FEZ MARATONA (de séries)?]

 

*Curiosidades*

☆BINGE-WATCH foi selecionada “Word of the Year” (Palavra do Ano) por Oxford Dictionaries em 2013 e pelo Collins Dictionary em 2015.

☆ Há outros termos que têm o mesmo significado de BINGE-WATCHING, como BINGE-VIEWING e MARATHON-VIEWING; porém, o primeiro é o mais utilizado.

See you, guys! 😉

Alexandra S. Andrade (revisão Equipe #PalavrasNossas).

“The Curious Incident of the Dog in the Night-Time” ou O Estranho Caso do Cachorro Morto de Mark Haddon

I think prime numbers are like life. They are very logical but you could never work out the rules, even if you spent all your time thinking about them. (Christopher Boone)

O caso curioso do cachorro morto

Ficha técnica:

Título Original: The Curious Incident of the Dog in the Night-Time 
Título em Português: O Estranho Caso do Cachorro Morto 
Autor: Mark Haddon 
Editora: Record 
Gênero: Romance inglês 
Páginas: 287             Publicação: 2013

Fui apresentada ao “O Estranho Caso do Cachorro Morto” enquanto ouvia o podcast World Book Club da BBC. Mesmo sem ter lido o livro, gostei muitíssimo da forma como o autor, Mark Haddon, descreveu seu personagem principal, um menino de 15 anos chamado Christopher Boone portador da síndrome de Asperger. Para deixar tudo ainda mais interessante, especialmente para mim que amo um suspense, ainda há um assassinato na história, o de um cachorro, encontrado por Christopher ao voltar para casa à noite. Após ouvir o podcast, entrei no primeiro site de livraria que conheço e, claro, comprei o livro. Comprei a versão em inglês, e nem me dei conta de que poderia haver uma versão traduzida para o português. Só descobri porque pesquisei para escrever o post. Confesso não ter gostado muito da tradução, mas… o conteúdo do livro é o que realmente importa. E esse é dos bons, muito bons.

Uma semana depois, recebi um e-mail informando sobre a chegada do livro e em 3 dias terminei a leitura. Sabe aqueles livros que a gente começa e simplesmente não consegue parar? Pois é! Foi o que aconteceu com The Curious Incident of the Dog in the Night-Time. Então vamos à review. 😉

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Christopher John Francis Boone é um menino de 15 anos, e como já dito acima, é portador da síndrome de Asperger, doença conhecida por ser uma forma mais branda de autismo. Ele vive com seu pai em Swindon, cidade no sudoeste da Inglaterra. De acordo com seu pai, sua mãe faleceu devido a um ataque cardíaco, e Christopher sempre aceitou o fato. Digo isso, pois há certas coisas que Christopher não consegue aceitar. Por exemplo, ele não come nada que tenha as cores amarelo ou marrom; e também não aceita que a comida encoste uma na outra quando está em seu prato. Ele também decide o quão bom seu dia será de acordo com a quantidade de carros amarelos ou vermelhos que vê no caminho para a escola. Tudo na vida de Christopher vai bem e em ordem, até que uma noite, ao voltar à sua casa, ele encontra Wellington (cachorro de sua vizinha, a Sra. Shears) morto com um garfo de jardim no peito. O cachorro encontra-se no jardim da frente da casa da vizinha e Christopher fica tão hipnotizado com a cena, que resolve instantaneamente investigar e descobrir quem fez aquilo com Wellington. A medida em que Christopher começa a desenredar a história, ele acaba abrindo outras portas que dizem respeito à acontecimentos de sua própria vida. Perguntas começam então a surgir: “Por que seu pai não quer (de forma alguma) que ele investigue a morte de Wellington? ” ou “Para onde foi o Sr. Shears?”. Quando ele descobre uma caixa em cima do armário de seu pai, Christopher percebe que sua vida não é exatamente o que ele pensava ser.

O livro demonstra de forma brilhante como a cabeça dos que possuem a síndrome age, mostrando as dificuldades (principalmente a de relacionamento com outras pessoas) e também as facilidades (por exemplo, a grande facilidade com matemática e física de Christopher). A história está em 1ª pessoa, tendo o próprio Christopher como narrador, daí, por vezes, a leitura tornar-se um pouco cansativa. Há muita descrição e ele tenta abordar tudo nos mínimos detalhes, exatamente como um portador da síndrome de Asperger faria. Há também partes que parecem desconexas, mas que acabam fazendo sentido após certo tempo, pois você acaba se habituando ao tipo de escrita utilizado. Em um minuto, por exemplo, ele fala sobre o cachorro, em outro, fala sobre pães de queijo. Ou seja, o autor tenta demonstrar exatamente a forma como Christopher pensa, e quem continua a leitura acaba se acostumando e gostando (cada vez mais) de como as coisas vão tomando rumo. Há toques de drama e comédia ao mesmo tempo. Prepare-se para rir e para chorar com as aventuras vividas por Christopher, principalmente em Londres… Mas calma! No spoilers! 😉

Bom, se você está em busca de uma bela leitura, dessas que fazem a gente refletir sobre os relacionamentos humanos (especialmente aqueles das nossas próprias vidas), esse é o livro para você ler. A história de Christopher/Haddon é, como revisado pelo Sunday Telegraph, “a rewarding read”, uma leitura recompensadora. Muito recompensadora!

See you! Até a próxima! 😉

Alexandra S. Andrade (#EquipePalavrasNossas)