Aprendendo e Ensinando Inglês com LOL

O fato de estar em sala de aula há mais de 20 anos e sempre em busca de uma postura reflexiva em relação à minha prática, faz com que meu relacionamento com os alunos acabe se tornando próximo. Raras são as turmas (sim, isso não acontece com todas!) em que uma boa amizade não nasça. Daí você leitor pode estar se perguntando o que isso tem a ver com aprender/ensinar inglês através do uso de jogos, certo? A gente (agora vira plural) explica! Esse post vem de várias vozes! 😉

Em geral, muitos alunos (propositadamente não selecionamos faixa etária, pois a maioria das pessoas já teve contato com algum jogo eletrônico) chegam em sala com perguntas na ponta da língua (ou anotadas num caderno) sobre palavras que viram em jogos e que não conseguiram compreender, mesmo recorrendo à um dicionário ou até mesmo à um tradutor online. A questão da amizade entra aí. Nem todos os alunos sentem-se próximos o suficiente de seus professores de língua a ponto de levarem e fazerem perguntas que, na maioria das vezes, não estão relacionadas à matéria estudada em sala. Por isso, muitas vezes a pergunta vem num momento não muito apropriado (no meio de uma explicação, por exemplo) fazendo com que o professor precise utilizar todo seu conhecimento de didática aliado a muito “jogo de cintura” e sair dessa “sinuca de bico” sem causar aquela terrível sensação de mal-estar, que se instala “every now and then”* em todas as salas de aula (de língua ou não).

A proximidade com o aluno ajuda bastante nessas horas. Dependendo da pergunta, do aluno, da turma, vale até a pena pausar o que se está explicando para respondê-la. Da mesma forma, dependendo de tudo que já foi mencionado, às vezes é simplesmente melhor encerrar o assunto, retornar ao que a matéria da aula já propunha e, quem sabe, ao término da mesma, retornar à famigerada pergunta e aí respondê-la.

Alerta! Esse parágrafo é especial para os estudantes de inglês que estejam lendo esse post, certo? Não fiquem chocados com o que diremos agora, please! Mas é a pura verdade! Lá vai: nem todas as palavras (principalmente as oriundas de jogos) que você perguntar ao seu professor serão do conhecimento prévio dele/dela. Lembre-se de que seu professor NÃO é um dicionário ambulante. Outro ponto igualmente importante é que cada jogo tem seu “plot”, sua história sendo contada com personagens (na maioria das vezes fictícios) e seu vocabulário específico. A medida em que o tempo vai passando, os jogos vão evoluindo e a linguagem utilizada também. O número de jogadores acaba aumentando (quantos gamers você não conhece?) e a criação de novas palavras acaba se tornando imprescindível. Há também a utilização de palavras já conhecidas, porém em contextos diferenciados e tendo embutidas a elas significados diferentes que dependerão do contexto do jogo para serem compreendidas.

Após tanta explicação, vai a pergunta que não quer calar: pronto para aprender algum vocabulário de jogo em inglês? Como já informado no título do post, o game escolhido é o mundialmente famoso League of Legends ou como chamado por muitos, simplesmente LoL.

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Advertência! NÃO falaremos sobre todo o vocabulário existente no jogo, certo galera? Não caberia num post apenas. Com certeza, você que é jogador, pensará algo como “Mas vocês poderiam ter incluído a palavra X, a Y ou a Z”, por isso já avisamos que o vocabulário presente aqui veio de uma pequena pesquisa feita com alguns alunos que jogam LoL, que gentilmente nos passaram uma lista de palavras geralmente utilizadas de forma errada (por muitos!) e, no ponto de vista deles, por má compreensão ou até falta de conhecimento do inglês. Então vamos lá?

Para começar, falaremos de ENGAGE. Normalmente, essa palavra significa “engajar-se”, “empenhar-se”, dependendo do contexto até “comprometer-se”. Em LoL, o sentido fica próximo. O ENGAGE é usado quando a luta vai começar. Em português, a galera geralmente diz “Dá ENGAGE”, ou seja, inicie e luta! Como disse acima, o sentido fica próximo ao significado primário de “engage” porque supõe-se que o jogador, ao iniciar a luta, venha a se engajar/comprometer com a mesma, certo? Afinal, o intuito (de qualquer jogo) é ganhar, além de se divertir, claro! 😉 

Outra palavra muito usada em LoL é LANE, originalmente traduzida como pista ou faixa. No jogo, a tradução que faz mais sentido é ROTA, pois há três corredores onde ficam as torres por onde os MINIONS (não aqueles amarelinhos!) precisam passar. Por isso, as três LANES ou rotas. Essas LANES se dividem em TOP (LANE), MID (LANE) e BOT (LANE), e o termo LANE geralmente é omitido. Fica tranquilo de entender se levarmos em conta que TOP significa “de cima” ou “parte superior”; MID (além de significar “médio” ou “no meio”), também é a forma abreviada da palavra middle, que significa “meio” ou “parte central”; e BOT, a abreviação de bottom, ou seja, “de baixo” ou “parte inferior”. Resumindo:

TOP – rota de cima ou rota da parte superior;

MID – rota do meio; e

BOT – rota de baixo ou rota inferior.

Há jogadores que consideram uma outra LANE (outra ROTA), a chamada JUNGLE. Essa é traduzida conforme o português – SELVA. Então, há também (para alguns) a ROTA DA SELVA, geralmente chamada apenas de JUNGLE.

Claro, a gente tem que mencionar os MINIONS, né? A palavra MINION, ao pé da letra, quer dizer “servo”, “escravo”, alguém que obedece a ordens e que não precisa ter muita habilidade para tal (exatamente como os amarelinhos do desenho “Meu Malvado Favorito”). Já em Lol, os MINIONS são as TROPAS, que como dito acima, auxiliarão o jogador a atravessar as LANES. Em outras palavras, a função dos MINIONS (ou TROPAS) é ajudar o jogador a passar pelo TOP, MID, e BOT. Não há MINIONS (TROPAS) na JUNGLE (SELVA).

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Falando em MINIONS, aproveitamos para incluir no post, o termo FARM, até porque ele é utilizado quando eles estão em questão. Originalmente, FARM significa “fazenda”, certo? Em LoL, quando a palavra FARM é utilizada, a ideia é outra. Como assim? A gente explica! FARM significa “eliminar MINIONS (inimigos) com o intuito de ganhar ouro no jogo”. Diferente e interessante, né?

Como em qualquer jogo de batalha, há o time inimigo também. Nesse contexto, aparece em Lol a palavra BAIT, que significa ISCA. Assim como na primeira palavra apresentada aqui (lembra do “Dá ENGAGE”?), há um aportuguesamento quando BAIT é utilizada no jogo. Geralmente, o jogador diz a alguém de sua equipe: “Faz BAIT”, significando: faça uma armadilha para o time inimigo. Na pescaria, uma isca é deixada na ponta do anzol para que se pegue o peixe com maior facilidade. Essa é a ideia de “fazer BAIT” no jogo, pegar o inimigo de surpresa e mais rapidamente.

Bait

Outro ponto interessante que vemos bastante em Lol, vide o próprio nome do jogo (League of Legends – LoL), é o uso de vários acrônimos. Desde aqueles que significam algo dentro do jogo em si, até aqueles que são usados para comunicação entre os jogadores. O primeiro que veremos aqui, e avisamos desde já não se tratar de uma exclusividade de Lol, é o AFK. Acrônimo para Away From Keyboard. O AFK é muito utilizado quando a pessoa que está online precisa se ausentar por algum tempo e ficar longe do computador. Ninguém é de ferro, né gente? Emergências podem acontecer, e nesse caso, é necessário avisar aos companheiros de time (no caso de Lol), que você está AFK, LONGE DO TECLADO, especialmente porque o jogo não pode ser pausado. Um bom exemplo de quem resolve ficar AFK (LONGE DO TECLADO) por um tempo é quem enfrenta problemas de instabilidade com a Internet. A gente espera (muitíssimo) que esse não seja o caso de vocês, porque ninguém merece!

Outro acrônimo bastante interessante que você encontra em LoL é o KS, que representa Kill Steal. Em português, KS ou Kill Steal significa “roubar o abate”. Daí você que nunca jogou LoL pode se perguntar: “Hã? Roubar o abate? Wtf isso significa? ” Esse “roubar o abate” é utilizado (esperamos ser claros) quando o jogador está no processo de matar seu oponente, e quando está quase conseguindo, quase lá mesmo, vem um companheiro de time e mata o inimigo na sua frente. Essa pessoa “roubou” sua chance de abater o oponente. E o pior, o jogador perdeu tempo e marcou menos pontos. Houve um Kill StealKS – e o jogador (tadinho!) se “deu mal”.

Vamos a mais alguns acrônimos? 😉

Esses são extremamente usados entre os jogadores e nem precisam de muita explicação, pois o vocabulário é simples e de conhecimento da grande maioria. Então vamos no formato de lista:

GG – Good Game (BOM JOGO)

GG WPGood Game  Well Played (BOM JOGO  BEM JOGADO) GG WP

TPTeleport (TELETRANSPORTAR ou TELEPORTAR)

Obviamente, os dois primeiros são utilizados quando o jogo termina. O TP (TELEPORTAR) é um feitiço utilizado quando o jogador quer ser teletransportado para qualquer lugar do mapa onde haja uma unidade sua. Mesmo que não relacionado ao jogo, achamos importante mencionar que o acrônimo TP é usualmente utilizado para Toilet Paper, em português, papel higiênico, certo?

Bom, há MUITAS palavras interessantes utilizadas em LoL, e se pudéssemos, faríamos um dicionário com todos esses termos. Mas, como o tempo é curto, a gente fica por aqui e espera (muitíssimo) ter ajudado tanto aos professores (da galera que joga) quanto aos próprios jogadores (principalmente aqueles que tinham dúvidas sobre certos termos e os utilizavam de forma incorreta). Jogar vídeo game é (SIM!!!) uma ótima forma de aprimorar o vocabulário, aprender contextos novos para as palavras aprendidas, enfim, uma excelente maneira de se manter conectado ao mundo globalizado e digital em que vivemos. É também, para você que é professor, uma excelente oportunidade de se conectar aos seus alunos. 😉

Abraços carinhosos a todos!

See you soon!

Alexandra S. Andrade (Revisão Equipe #PalavrasNossas)

(Consultoria: Juliana S. Andrade e Lucas S. Andrade)

 

*every now and then – de vez em quando 😉

YOLO, GMAFB, ICYMI, W2F… Wtf isso significa?

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Quantas vezes você (aluno ou professor de inglês) já não se deparou com um YOLO da vida e se questionou: what the hell isso significa? Pois é. Nosso post de hoje traz alguns desses acrônimos bastante usados no mundo virtual e que são considerados como “gírias da Internet”.

Para quem ainda não sabe, YOLO é o acrônimo para You Only Live Once, ou seja, só se vive uma vez. Em outras palavras, aproveite bem o que você tem para fazer hoje, pois amanhã a oportunidade pode não surgir. Um bom exemplo é aquela galera que tem uma festa para ir à noite e uma prova importante no dia seguinte. O que fazer? Ir à festa, claro! Afinal de contas, YOLO! (You Only Live Once!) – (Só se vive uma vez!). 😉

Outro acrônimo bastante utilizado (esse nas redes sociais, especialmente por canais de notícias) é o ICYMI. Dê uma olhada no exemplo abaixo retirado do Twitter do Entertainment Tonight (@etnow):ICYMI_definition

ICYMI: Yeeesss!! @Rihanna releases #Work, the first single from her upcoming album, #ANTI. et.tv/1nok3b3 

ICYMI ou In Case You Missed It, significa, literalmente, no caso de você ter perdido (isso / essa notícia), ou seja, há uma repetição, um “repost” de algo que já foi divulgado ou noticiado antes, mas que você pode não ter lido (ou sabido). No exemplo acima, há uma chamada de atenção (propaganda!) para o primeiro single lançado por Rihanna (que se chama Work) de seu álbum que está por vir: ANTI.

Outro acrônimo, esse confesso que aprendi há pouquíssimo tempo, e que vem sendo bastante utilizado também é o GMAFB. Já ouviu falar? Olhe a mensagem de texto abaixo:

Jane:  Have you already studied for the test?

John:  Jane, please! GMAFB!

GMAFB significa Give Me A F***ing Break. Cabe aqui uma observação sobre a tradução desse acrônimo. Da mesma maneira que “Me dá um tempo” se aplica acima, o “Não enche (a porra) do meu saco” também pode se encaixar. Tudo dependerá do contexto e de com quem você está conversando, ou melhor, do grau de amizade e intimidade existente entre os falantes.

Jane: Já estudou para o teste?

John: Jane, por favor! Não enche a merda do meu saco!  (ou algo nesse nível…)

GMAFB meaning - what does GMAFB stand for?

Para encerrar, dê uma olhada nesse último exemplo:

John: I love this actor who plays Mr. Bean. He’s W2F!

Jane: Come on, John! GMAFB. This man is NFAA.

Não entendeu nada? A gente traduz! 😉

John: Amo esse ator que faz o Mr. Bean. Ele é super engraçado!

Jane: Qual é, John! Me dá um tempo! Esse cara não tem a menor graça.

Ou seja, W2F é o acrônimo de Way Too Funny (muito engraçado, engraçadíssimo) e NFAA significa Not Funny At All (sem qualquer graça, nem um pouco engraçado). Esses dois também têm sido muito utilizados online. E gente, claro, o número 2 usado em W2F (em inglês two) “abrevia” e substitui o too na gíria, certo? Não custa mencionar, né? 😉

 

E você? Usa muitas gírias na Internet ou não é muito fã dessa linguagem meio “louca” que (praticamente) todo dia tem uma novidade?

Esperamos que você tenha gostado do post! Se esse for o caso, YW! 😀

Alexandra S. Andrade (Revisão Equipe #PalavrasNossas)

PS:Business Acronym YW as YOU'RE WELCOME

TY = Thank You (Obrigado/a)

YW = You’re Welcome (De nada)

 

#Sqn (Só que não!) – Tem isso em inglês?

Sabe quando a gente diz uma coisa e no final a gente inclui o famoso “só que não”, ou mais usualmente, a hashtag “sqn” (#sqn)? Pois é. Como de costume, a dica de hoje vem de uma pergunta que surgiu há algum tempo em sala de aula.

Como dizer esse “só que não” em inglês? Há um equivalente? Há sim! Check it out!

Falemos primeiro dessa expressão em português para que não haja dúvida, ok? 😉

Na linguagem falada, geralmente utilizamos a expressão “só que não” para complementar uma frase que expressa algo improvável (às vezes até um pouco ridículo) de acontecer ou até de ser verdadeiro. A ideia é a de “brincar” (utilizando ironia e/ou sarcasmo) com a primeira frase proferida. Podemos utilizar como exemplo a segunda-feira. Em geral, a galera não é muito fã desse dia da semana, certo? Logo, ao ouvir alguém dizer “Ainda bem que amanhã é segunda-feira!… (pequena pausa)… Só que não!” a segunda frase complementa a primeira, deixando claro para o ouvinte que trata-se de uma brincadeira, ou até mesmo uma reclamação ou lamentação (quem nunca sentiu uma sensação esquisita ao ouvir a música do “Fantástico” no domingo?). Bom, tudo dependerá do contexto e da entonação do falante.
Já na linguagem escrita, principalmente na Internet, tal expressão vem sendo usada com o símbolo # (hashtag); porém, apenas as letras iniciais são utilizadas “sqn” (Só Que Não), ou seja, #sqn.

Aproveitando o exemplo da segunda-feira acima, vamos para o equivalente em inglês desse “só que não”. Dê uma olhada nos exemplos abaixo (retirados do Urban Dictionary):

Thank God it’s Monday. Said no one ever.
[Ainda bem que hoje é segunda-feira. Só que não.] ou
[Ainda bem que hoje é segunda-feira. #sqn]

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Em inglês, utilizamos a expressão “said no one ever”, que ao pé da letra significa “ninguém nunca disse isso” ou “nunca dito por alguém” quando queremos dizer o “só que não” usado em português. Vejamos mais um exemplo do Urban Dictionary abaixo:

OMG! Those Crocs look awesome, said no one ever.
[Oh, meu Deus! Aquelas sandálias Crocs são lindíssimas, só que não.]

<Nada contra as sandálias Crocs, hein, gente! O exemplo nem é nosso. Lolol… O povo gosta de implicar. Olha a “indireta” do Mr. Bean aí… 😁>

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É interessante mencionar que, em inglês, o “said no one ever” não é geralmente usado como acrônimo como em português (apenas as iniciais – sqn). O símbolo da hashtag (#) é usado junto da expressão escrita sem divisão – #Saidnooneever – isso quando a hashtag é utilizada, OK? Muitas vezes, mesmo na escrita, há preferência por utilizar a expressão de forma regular, como nos exemplos acima. But… há também quem goste da hashtag:

I never say “said no one ever”. #Saidnooneever
[Eu nunca digo “só que não”. #sqn]

E vocês? Dizem muito ou não? 😉

Till the next time! See ya!
Alexandra S. Andrade (Revisão Equipe #PalavrasNossas).

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Você gosta de BINGE-WATCH?

A dica de hoje vem, como na maioria das vezes, da pergunta de um aluno em sala de aula que aconteceu bem no finalzinho do semestre passado. A pergunta foi a seguinte: “O que significa BINGE-WATCHING?”

Comecemos então, por BINGE. Você sabe o que isso quer dizer?

De acordo com o Longman Dictionary of Contemporary English, como substantivo, BINGE significa “um curto período de tempo em que você faz uma mesma atividade repetidas vezes, como comer, beber ou fazer compras”.

It’s been a week-long BINGE of shopping.

[Foi uma longa semana numa maratona de compras.]

Embora alguns dicionários e pessoas traduzam BINGE como “farra”, preferimos utilizar o termo “maratona”, até pelo significado que veremos em BINGE-WATCH.

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Deem uma olhada no seguinte exemplo (retirado do Urban Dictionary):

I felt like hell all day because I was up till 4:00 binge-watching season 2 of “Dexter”.

Todo fã de Dexter vai concordar que essa é aquela série que quando se começa a assistir, é muito difícil (pra não dizer impossível) de se parar, certo? Daí o surgimento de BINGE-WATCHING, ou seja, quando a pessoa leva certo período de tempo assistindo à alguma coisa na TV, sem parar, como se estivesse realmente participando de uma maratona. Daí a tradução “fazer maratona”, locução verbal muito utilizada hoje em dia.

[Eu me senti um lixo o dia inteiro porque fiquei acordado até às 4:00 FAZENDO MARATONA da segunda temporada de “Dexter”.]

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Há até aqueles que prefiram BINGE-WATCH ou FAZER MARATONA (geralmente de séries) do que assistir às séries em ritmo normal, ou seja, um episódio por semana. E hoje, com os serviços de streaming (cada vez em maior quantidade e qualidade) e a Netflix facilitando a vida dos chamados “seriadores” (aquela galera antenada em tudo quanto é série), a gente até entende os motivos para BINGE-WATCH, né não? E convenhamos, não precisa ser “seriador” para BINGE-WATCH séries como “Sherlock”, “Breaking Bad”, “House of Cards”, e por aí vai…netflix-meme

Por isso, a gente termina a dica de hoje com uma pergunta:

What about you? Have you ever BINGE-WATCHED?

[E você? Já FEZ MARATONA (de séries)?]

 

*Curiosidades*

☆BINGE-WATCH foi selecionada “Word of the Year” (Palavra do Ano) por Oxford Dictionaries em 2013 e pelo Collins Dictionary em 2015.

☆ Há outros termos que têm o mesmo significado de BINGE-WATCHING, como BINGE-VIEWING e MARATHON-VIEWING; porém, o primeiro é o mais utilizado.

See you, guys! 😉

Alexandra S. Andrade (revisão Equipe #PalavrasNossas).

“The Curious Incident of the Dog in the Night-Time” ou O Estranho Caso do Cachorro Morto de Mark Haddon

I think prime numbers are like life. They are very logical but you could never work out the rules, even if you spent all your time thinking about them. (Christopher Boone)

O caso curioso do cachorro morto

Ficha técnica:

Título Original: The Curious Incident of the Dog in the Night-Time 
Título em Português: O Estranho Caso do Cachorro Morto 
Autor: Mark Haddon 
Editora: Record 
Gênero: Romance inglês 
Páginas: 287             Publicação: 2013

Fui apresentada ao “O Estranho Caso do Cachorro Morto” enquanto ouvia o podcast World Book Club da BBC. Mesmo sem ter lido o livro, gostei muitíssimo da forma como o autor, Mark Haddon, descreveu seu personagem principal, um menino de 15 anos chamado Christopher Boone portador da síndrome de Asperger. Para deixar tudo ainda mais interessante, especialmente para mim que amo um suspense, ainda há um assassinato na história, o de um cachorro, encontrado por Christopher ao voltar para casa à noite. Após ouvir o podcast, entrei no primeiro site de livraria que conheço e, claro, comprei o livro. Comprei a versão em inglês, e nem me dei conta de que poderia haver uma versão traduzida para o português. Só descobri porque pesquisei para escrever o post. Confesso não ter gostado muito da tradução, mas… o conteúdo do livro é o que realmente importa. E esse é dos bons, muito bons.

Uma semana depois, recebi um e-mail informando sobre a chegada do livro e em 3 dias terminei a leitura. Sabe aqueles livros que a gente começa e simplesmente não consegue parar? Pois é! Foi o que aconteceu com The Curious Incident of the Dog in the Night-Time. Então vamos à review. 😉

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Christopher John Francis Boone é um menino de 15 anos, e como já dito acima, é portador da síndrome de Asperger, doença conhecida por ser uma forma mais branda de autismo. Ele vive com seu pai em Swindon, cidade no sudoeste da Inglaterra. De acordo com seu pai, sua mãe faleceu devido a um ataque cardíaco, e Christopher sempre aceitou o fato. Digo isso, pois há certas coisas que Christopher não consegue aceitar. Por exemplo, ele não come nada que tenha as cores amarelo ou marrom; e também não aceita que a comida encoste uma na outra quando está em seu prato. Ele também decide o quão bom seu dia será de acordo com a quantidade de carros amarelos ou vermelhos que vê no caminho para a escola. Tudo na vida de Christopher vai bem e em ordem, até que uma noite, ao voltar à sua casa, ele encontra Wellington (cachorro de sua vizinha, a Sra. Shears) morto com um garfo de jardim no peito. O cachorro encontra-se no jardim da frente da casa da vizinha e Christopher fica tão hipnotizado com a cena, que resolve instantaneamente investigar e descobrir quem fez aquilo com Wellington. A medida em que Christopher começa a desenredar a história, ele acaba abrindo outras portas que dizem respeito à acontecimentos de sua própria vida. Perguntas começam então a surgir: “Por que seu pai não quer (de forma alguma) que ele investigue a morte de Wellington? ” ou “Para onde foi o Sr. Shears?”. Quando ele descobre uma caixa em cima do armário de seu pai, Christopher percebe que sua vida não é exatamente o que ele pensava ser.

O livro demonstra de forma brilhante como a cabeça dos que possuem a síndrome age, mostrando as dificuldades (principalmente a de relacionamento com outras pessoas) e também as facilidades (por exemplo, a grande facilidade com matemática e física de Christopher). A história está em 1ª pessoa, tendo o próprio Christopher como narrador, daí, por vezes, a leitura tornar-se um pouco cansativa. Há muita descrição e ele tenta abordar tudo nos mínimos detalhes, exatamente como um portador da síndrome de Asperger faria. Há também partes que parecem desconexas, mas que acabam fazendo sentido após certo tempo, pois você acaba se habituando ao tipo de escrita utilizado. Em um minuto, por exemplo, ele fala sobre o cachorro, em outro, fala sobre pães de queijo. Ou seja, o autor tenta demonstrar exatamente a forma como Christopher pensa, e quem continua a leitura acaba se acostumando e gostando (cada vez mais) de como as coisas vão tomando rumo. Há toques de drama e comédia ao mesmo tempo. Prepare-se para rir e para chorar com as aventuras vividas por Christopher, principalmente em Londres… Mas calma! No spoilers! 😉

Bom, se você está em busca de uma bela leitura, dessas que fazem a gente refletir sobre os relacionamentos humanos (especialmente aqueles das nossas próprias vidas), esse é o livro para você ler. A história de Christopher/Haddon é, como revisado pelo Sunday Telegraph, “a rewarding read”, uma leitura recompensadora. Muito recompensadora!

See you! Até a próxima! 😉

Alexandra S. Andrade (#EquipePalavrasNossas)